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A Iskra · Volume 1 · Agosto de 2026

A disputa começa

Pesquisas, bases eleitorais e narrativas da campanha presidencial de 2026

41,1%

Lula no 1º turno, média de 4 institutos

8,4 p.p.

Vantagem média sobre Flávio Bolsonaro

5

Candidaturas analisadas em comunicação

16

Recortes de eleitorado mapeados

Capa da edição A disputa começa

Sobre esta edição

Apresentação

A ISKRA é a newsletter de comunicação política da Troika Marketing. Esta edição inaugura a cobertura da campanha presidencial de 2026 e estabelece o padrão de rigor que vai sustentar as próximas semanas, cruzando pesquisa eleitoral com leitura de narrativa e de comunicação de campanha.

O formato semanal da ISKRA chega mais enxuto a partir da próxima edição, sempre com abertura, leitura de pesquisa, radar da semana, um estudo de caso e uma recomendação prática de fechamento. Esta primeira edição é mais extensa por opção editorial: toda régua de rigor e todo banco de dados que vão sustentar o formato semanal precisavam ser construídos e explicados uma única vez, no início da temporada.

Esta edição organiza os levantamentos nacionais divulgados entre 1º e 17 de agosto de 2026. O painel principal reúne quatro pesquisas na janela mais recente, a CNT/MDA, a BTG/Nexus, a Meio/Ideia e a rodada do instituto Quaest encomendada pelo Grupo Globo e divulgada em 14 de agosto. Uma rodada anterior do mesmo instituto Quaest, encomendada pela Genial Investimentos e divulgada em 5 de agosto, entra na série temporal e nos recortes segmentados compatíveis. Vale registrar já na abertura que Quaest é o instituto responsável pela coleta e pela metodologia em ambos os casos, Genial e Globo são apenas os clientes que encomendaram cada rodada. O corte do noticiário desta edição fechou às 18 horas de 17 de agosto.

As médias apresentadas são descritivas, não preditivas. Elas organizam os resultados publicados pelos quatro institutos da janela mais recente e ajudam a enxergar direção comum, faixa de variação e divergência relevante entre eles, sem funcionar como agregador probabilístico nem como previsão de resultado. A comparação preserva a diferença entre coleta presencial, telefônica e digital, porque amostra, questionário, recrutamento, ponderação e período de campo formam condições próprias de cada instituto.

Como ler esta edição

A leitura pode começar pelo resumo executivo e avançar direto para as seções ligadas à decisão de comunicação em curso. O caderno técnico, ao final, existe para quem quiser conferir base, cálculo ou fonte de qualquer afirmação. Ao longo do texto, cada leitura recebe um grau de segurança: alta convergência (os institutos apontam a mesma direção, com diferença administrável entre eles), convergência parcial (há direção predominante, mas com dispersão relevante ou um levantamento em sentido oposto) ou baixa convergência (os percentuais são contraditórios ou dispersos demais, e a conclusão segue em aberto).

Resumo executivo

O retrato do momento

  • Lula lidera o primeiro turno nos quatro levantamentos e aparece à frente de Flávio Bolsonaro em todos os cenários de segundo turno testados.
  • A vantagem de Lula varia de cinco a 13,7 pontos no primeiro turno e de três a 8,9 pontos no segundo, amplitude que recomenda acompanhar cada série antes de falar em mudança estrutural.
  • A BTG/Nexus mais recente, divulgada em 17 de agosto, registra 41% a 36% no primeiro turno e 47% a 44% no segundo, diferença dentro da margem de erro.
  • Mulheres, pessoas com 60 anos ou mais, eleitores de baixa renda e de ensino fundamental, católicos e nordestinos sustentam os melhores números de Lula. Homens, evangélicos, renda alta e o Sul formam o núcleo mais favorável a Flávio.
  • Sudeste, ensino médio, renda intermediária e parte do eleitorado jovem concentram a disputa mais equilibrada, e é ali que a próxima fase da campanha tende a se decidir.
  • Caiado, Renan Santos e Zema seguem distantes dos dois líderes, mas o tamanho e o destino desse bloco pesam na conta de um eventual primeiro turno decisivo.
Painel executivo com faixa, média, mediana e leitura dos principais indicadores
Tabela Painel executivo — faixa, média, mediana e leitura dos indicadores centrais desta edição.

A média resume o conjunto, a mediana identifica o resultado central depois de ordenar os quatro valores e reduz o peso dos extremos, e a faixa mostra a dispersão entre institutos. As três medidas precisam ser lidas juntas — nenhuma delas sozinha conta a história inteira desta corrida.

Seção 1 · Narrativas de largada

A campanha começa

Os primeiros atos de campanha não são só um evento de calendário. São a primeira peça de comunicação de cada candidatura, o momento em que local, símbolo, figurino retórico e adversário escolhido declaram publicamente qual vai ser o argumento central dos próximos meses. Uma leitura de comunicação política começa exatamente aqui, antes de qualquer pesquisa.

Lula, origem, trabalho e democracia

Lula volta a Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, para reencontrar o palanque das greves do ABC, a fundação do PT e a redemocratização. A escolha do território reconecta o presidente à própria origem sindical antes de qualquer outro argumento de campanha, atualizando a biografia do líder sindical como patrimônio de uma candidatura construída em torno de trabalho, proteção social e democracia.

Do ponto de vista de comunicação, a jogada é de ativação de memória, não de conquista de terreno novo. Funciona porque reforça a coalizão que já é a mais consolidada da corrida, a mesma que aparece nos números de baixa renda, ensino fundamental e Nordeste apresentados mais adiante nesta edição. O risco de comunicação está em outro lugar: a repetição de um repertório dos anos 1980 pode soar distante para o eleitor que hoje decide a eleição, concentrado no Sudeste, na renda intermediária e entre o público jovem sem identidade partidária fixa. A pergunta que a campanha vai precisar responder nas próximas semanas é como traduzir essa memória fundadora em linguagem que também fale com quem não viveu aquele momento.

Flávio Bolsonaro, herança, ordem e continuidade

Copacabana funciona como palco de transmissão da herança política do pai, recuperando símbolo, repertório de mobilização e uma identidade já testada em duas eleições anteriores. Segurança pública, denúncias contra o governo e dificuldade econômica estruturam a oposição a Lula desde o primeiro discurso.

É a comunicação mais segura e também a mais limitada das cinco largadas. Segura porque ativa com precisão o núcleo bolsonarista, que os números da BTG/Nexus confirmam como o maior bloco identitário isolado da corrida, 27% de eleitores que se declaram bolsonaristas convictos. Limitada porque herança é, por definição, algo do passado, e o desafio real de Flávio está em converter o eleitor de renda alta, ensino superior e Sudeste que hoje está competitivo mas ainda não decidiu se aceita ser representado pelo sobrenome, muito mais do que em mobilizar quem já vota nele. Toda comunicação construída sobre legado tem prazo de validade, e a pergunta em aberto é se Flávio vai construir um argumento próprio antes que esse prazo vença.

Ronaldo Caiado, firmeza, gestão e autonomia

A missa em Goiânia e a carreata por cidades goianas projetam raiz territorial, religiosidade e força de gestão. Caiado reafirma uma trajetória de oposição ao PT e procura marcar autonomia diante das ambiguidades recentes do PSD.

Caiado comunica competência administrativa para um público que já entende do assunto, mas comunica muito pouco fora de Goiás. Enquanto Flávio nacionaliza um sobrenome, Caiado ainda precisa nacionalizar uma biografia: os números confirmam essa distância, ele permanece na casa de 4% a 5% em todos os institutos do painel. A decisão de comunicação mais urgente da candidatura está em como sair do enquadramento de governador respeitado e virar presidenciável reconhecido fora da própria base, mais do que em qual pauta defender.

Renan Santos, ruptura, segurança e linguagem digital

O Largo São Francisco associa a candidatura ao debate público, à militância estudantil e a uma ideia de renovação política. Renan confronta Lula e Flávio ao mesmo tempo, sustenta uma agenda dura de segurança e usa performance e linguagem digital para diferenciar a própria presença.

É a comunicação mais coerente com o próprio público entre as cinco largadas, e a pesquisa dá base a essa leitura, Renan chega a 10% entre os eleitores mais jovens tanto na BTG/Nexus quanto na Quaest de 5 de agosto, uma fatia real da fragmentação à direita. O problema de comunicação é de teto, não de linguagem. Notoriedade de nicho e engajamento de rede não se traduzem automaticamente em confiança eleitoral mais ampla, e é isso que os números entre eleitores mais velhos e de menor escolaridade mostram quando aparecem próximos de zero para ele.

Romeu Zema, gestão, segurança e direita combativa

A escolha de Montes Claros combina mercado popular, religiosidade e interiorização. Zema apresenta a experiência administrativa em Minas Gerais como modelo nacional e endurece o discurso sobre crime, sistema prisional e instituições.

Zema tenta ocupar o mesmo espaço de gestão e segurança que Caiado já ocupa e que o próprio Flávio disputa com a pauta de ordem. É a comunicação com o argumento menos diferenciado das cinco largadas, e isso aparece nos números: ele é o nome mais baixo do bloco alternativo em praticamente todo recorte do painel. Sem um ângulo próprio, Zema corre o risco de funcionar apenas como reserva técnica de um espaço que Caiado ocupa há mais tempo.

Leitura comparada

As cinco largadas seguem a mesma gramática, todas recorrem a um território de origem para construir autenticidade antes de tentar a expansão nacional. A diferença está no tamanho do público que cada território já garante de largada. Lula e Flávio partem de bases consolidadas e maiores, o que explica a distância que já abrem no primeiro turno. Caiado, Renan Santos e Zema partem de bases menores e mais específicas, e a disputa entre os três nas próximas semanas deve se decidir por quem conseguir primeiro transformar um discurso regional em argumento nacional.

Território simbólico e eixo dominante de cada candidatura
Tabela Território simbólico e eixo dominante das cinco largadas de campanha.

A tabela abaixo traduz a análise anterior num formato de consulta rápida, pensado para quem precisa decidir como reagir a cada candidatura ao longo da semana. Força é o que sustenta a narrativa hoje, vulnerabilidade é o ponto que ainda não tem resposta pronta, e sinal de observação é o indício que a ISKRA vai acompanhar nas próximas edições para checar se essa vulnerabilidade se confirma.

Força, vulnerabilidade e sinal a observar por candidatura
Tabela Força e vulnerabilidade de cada narrativa, com o sinal que a ISKRA vai acompanhar nas próximas edições.

Leitura estratégica para o campo progressista

A ativação de memória em Vila Euclides funciona com a base já conquistada, mas não resolve sozinha o problema real desta campanha: a competição no Sudeste, na renda intermediária e entre o eleitor mais jovem. A recomendação é dupla, reafirmar a identidade para quem já vota em Lula e abrir, em paralelo, uma frente nova e própria para o eleitor ainda indeciso ou disperso entre as candidaturas menores.

Seção 2 · Horse race nacional

Cenário nacional

A ordem da disputa apresenta alta convergência. Lula lidera todos os cenários nacionais analisados e Flávio ocupa a segunda posição com vantagem expressiva sobre as demais candidaturas. A divergência real está no tamanho da distância entre os dois líderes, e é aí que cada instituto conta uma história um pouco diferente.

Primeiro e segundo turno por instituto, com diferença entre Lula e Flávio
Tabela Cenário nacional por instituto — primeiro e segundo turno.
Gráfico de barras do primeiro turno por instituto
Gráfico Primeiro turno por instituto, rodada mais recente de cada um.
Gráfico de barras do segundo turno por instituto
Gráfico Segundo turno por instituto, rodada mais recente de cada um.

Candidaturas alternativas no primeiro turno

As listas de candidatos publicadas pelos quatro institutos não são idênticas, o que impede uma comparação direta de percentuais. Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema formam o núcleo mais recorrente desse campo, e o tamanho combinado do bloco ajuda a definir tanto a base válida de Lula quanto o espaço de crescimento de Flávio.

Principais resultados além de Lula e Flávio por instituto
Tabela Candidaturas alternativas no primeiro turno, resultado total publicado por instituto.
Gráfico de Caiado, Renan Santos e Zema no primeiro turno
Gráfico Caiado, Renan Santos e Zema no primeiro turno, resultado total publicado por instituto.

Os levantamentos ainda não oferecem base equivalente para estimar a transferência desse bloco em um eventual segundo turno. A direção de uma eventual migração vai depender de alianças, da rejeição aos dois finalistas e da dinâmica de voto útil que só aparece nas semanas finais da campanha.

Vantagem numérica de Lula sobre Flávio por instituto
Gráfico Vantagem numérica de Lula sobre Flávio, em pontos percentuais, por instituto.

Fotografia, trajetória e confirmação

A ISKRA organiza cada leitura de pesquisa em três camadas, para evitar que um número isolado seja lido como tendência antes da hora: a fotografia atual descreve a posição mais recente de cada candidatura a partir das quatro pesquisas do painel; a trajetória do instituto compara cada pesquisa com suas próprias rodadas anteriores e mostra continuidade, reversão ou estabilidade dentro do mesmo método; e as referências externas — sínteses que ponderam várias pesquisas ao longo do tempo — funcionam como controle de contexto, fora da média da ISKRA.

Uma oscilação entre duas rodadas não basta para caracterizar mudança de trajetória. A ISKRA só reclassifica uma leitura quando o movimento supera a margem de estabilidade do próprio instituto, persiste em nova medição ou aparece de forma convergente em levantamentos independentes.

Por que não existe uma média única da corrida

Este relatório resiste deliberadamente à tentação de publicar um único número consolidado para cada candidatura. Cada instituto usa amostra, questionário, período de campo e método de coleta próprios, e transformar quatro fotografias distintas numa média simples esconderia exatamente a informação mais útil para quem comunica: onde os institutos concordam e onde divergem. A Seção 3 aplica esse mesmo princípio aos recortes sociais do eleitorado.

Seção 3 · Perfil social do voto

Perfil social do voto

Os recortes desta seção usam o subconjunto com tabulações equivalentes de CNT/MDA, BTG/Nexus e Quaest de 5 de agosto. A rodada mais recente de Quaest e a Meio/Ideia integram o painel nacional, mas não entram nas médias segmentadas porque ainda não publicaram tabela compatível com as demais.

Sexo

As mulheres formam uma das bases mais consistentes da vantagem nacional de Lula. Entre os homens, o quadro é mais equilibrado, e a média esconde diferença real entre institutos: a CNT/MDA registra vantagem numérica de Lula, enquanto BTG/Nexus e Quaest de 5 de agosto apontam vantagem de Flávio no segundo turno.

Segundo turno por sexo
Gráfico Segundo turno por sexo, média descritiva de CNT/MDA, BTG/Nexus e Genial/Quaest.

O dado mais consistente desta seção é a diferença entre o comportamento feminino e masculino. A liderança de Flávio entre homens segue como tendência parcial, porque um dos três institutos aponta resultado oposto.

Faixa etária

As divisões de idade adotadas pelos institutos não são idênticas, o que restringe a comparação numérica direta às pessoas com 60 anos ou mais.

Segundo turno entre eleitores com 60 anos ou mais
Tabela Segundo turno entre eleitores com 60 anos ou mais, por instituto.
Gráfico do segundo turno entre eleitores com 60 anos ou mais
Gráfico Segundo turno entre eleitores com 60 anos ou mais, por instituto.

Entre os jovens, o quadro é o oposto, menor concentração nos dois principais nomes e maior abertura a candidaturas alternativas. Renan Santos chega a 10% entre 16 e 24 anos na BTG/Nexus e a 10% entre 16 e 34 anos na Quaest de 5 de agosto. Como os cortes etários divergem entre institutos, esse número sustenta uma hipótese de fragmentação entre os mais jovens, não uma média comum.

Escolaridade

O ensino fundamental forma uma base consistente de Lula em todos os levantamentos segmentados. No ensino médio, os resultados se aproximam e o segmento aparece como uma das áreas centrais da competição. O ensino superior exige cautela, os resultados apresentam dispersão elevada entre institutos, e a ISKRA prefere registrar a direção de cada um a construir uma média que daria aparência de estabilidade a um dado que ainda não tem.

Renda e posição socioeconômica

Os institutos adotam cortes diferentes de renda, o que também impede uma média comum aqui. A direção geral, ainda assim, converge: Lula tem melhor desempenho nos estratos de menor renda, a disputa se equilibra nas faixas intermediárias e Flávio cresce entre os eleitores de renda mais alta.

Renda e posição socioeconômica por instituto
Tabela Renda e posição socioeconômica, primeiro e segundo turno por instituto.

A faixa de dois a cinco salários mínimos reúne os resultados mais competitivos da corrida. No segundo turno, Lula registra 42% nos três institutos, enquanto Flávio varia de 42% a 49%. Entre eleitores acima de cinco salários mínimos, Flávio aparece à frente nos três levantamentos que adotam esse corte. A BTG/Nexus acrescenta um recorte de ocupação que os demais institutos não publicam, por isso ele entra como sinal de instituto único, sem confirmação cruzada.

Segundo turno entre trabalhadores formais
Tabela Ocupação — recorte de instituto único (BTG/Nexus, 2º turno).

Entre trabalhadores informais, desocupados e pessoas fora da população economicamente ativa, a mesma pesquisa aponta Lula à frente, sem publicar o percentual exato para esse grupo.

Religião

A clivagem religiosa aparece com alta convergência no subconjunto comparável. Lula lidera entre católicos, Flávio lidera entre evangélicos, e o padrão se amplia nas simulações de segundo turno publicadas por CNT/MDA, BTG/Nexus e Quaest de 5 de agosto.

Segundo turno por religião
Gráfico Segundo turno por religião, média descritiva de três institutos.

As categorias católico e evangélico reúnem grupos diversos em denominação, renda, território, idade e grau de participação religiosa. Os dados mostram uma diferença eleitoral consistente, mas não permitem atribuí-la a uma única causa. Economia, segurança pública, valores, vínculo comunitário e avaliação de governo provavelmente atuam ao mesmo tempo. A vantagem de Flávio entre evangélicos é robusta, mas o segmento segue plural, uma parcela relevante desse eleitorado declara voto em Lula ou em outra candidatura no primeiro turno, e outra parte permanece entre indecisos, brancos e nulos.

Regiões

Segundo turno por região
Gráfico Segundo turno por região, média descritiva do subconjunto com tabulações equivalentes.

O Nordeste é a região de maior consolidação de Lula, com média descritiva de 62,7% contra 28,3% para Flávio no segundo turno. O Sudeste concentra a disputa mais equilibrada, com Flávio numericamente à frente por 43,3% a 40,7%, margem estreita o suficiente para pedir cautela, já que as margens de erro regionais são maiores que a nacional. O Sul é a região mais favorável a Flávio, com 52% contra 36% para Lula. Norte e Centro-Oeste não têm média própria nesta edição: os três institutos que os medem juntam as duas regiões numa única categoria, o que impede localizar por estado a parcela da direita hoje distribuída entre Flávio, Caiado e outras candidaturas.

Mapa estratégico do eleitorado

A tabela abaixo consolida todos os recortes desta seção num único painel de referência, com o grau de convergência de cada leitura. Para uso prático em comunicação, vale separar os dezesseis segmentos em duas categorias: bases já consolidadas, onde a convergência entre institutos é alta e a disputa não deve mudar de direção no curto prazo, e o campo de disputa real, onde a convergência é parcial ou baixa e o resultado ainda pode se mover.

Mapa estratégico do eleitorado com dezesseis segmentos
Tabela Mapa estratégico do eleitorado — os dezesseis segmentos mapeados nesta edição.

Investir comunicação pesada nas bases já consolidadas tem retorno decrescente, porque a decisão já está tomada. É no campo de disputa real que uma peça bem calibrada muda votos de fato, e é para esse grupo que a Seção 7 direciona a recomendação prática desta edição.

Como ler os graus de convergência
Tabela Como ler os graus de convergência usados no mapa estratégico.

Seção 4 · Identidade e consolidação

Identidade política, consolidação e voto disponível

Identidade política, voto atual, rejeição e potencial de voto medem dimensões diferentes da mesma disputa. Um eleitor pode votar em Lula sem se definir como lulista, apoiar Flávio sem se considerar bolsonarista, ou rejeitar um dos dois campos sem aderir ao outro. Confundir essas camadas é o erro mais comum na leitura de pesquisa eleitoral, e esta seção existe para evitá-lo.

Lulismo, bolsonarismo e intenção de voto

Perfis de identificação política publicados pela BTG/Nexus
Gráfico Perfis de identificação política publicados pela BTG/Nexus.

A proximidade entre o tamanho dos agrupamentos ligados ao bolsonarismo e a intenção de voto em Flávio na BTG/Nexus sugere elevada capacidade de conversão desse campo. A leitura permanece indicativa, porque as categorias vêm de perguntas diferentes e seus integrantes não formam conjuntos necessariamente coincidentes com quem efetivamente declara voto.

Trajetória interna da Quaest/Globo

Comparação da série Quaest entre 5 e 14 de agosto
Gráfico Comparação da série Quaest entre 5 e 14 de agosto de 2026.
Trajetória interna da série Quaest/Globo em números
Tabela Trajetória interna da série Quaest/Globo — 5 a 14 de agosto.

A rodada mais recente estreita em dois pontos a diferença entre Lula e Flávio nos dois cenários. As oscilações individuais são de um ponto para cada candidato e permanecem dentro da margem de erro. O sinal relevante está na redução simultânea da distância nos dois turnos, que ainda precisa de uma nova rodada para ser classificada como tendência e não como ruído de uma única medição. A mesma pesquisa registra 46% de aprovação e 48% de desaprovação do governo, com 36% considerando a gestão positiva, 37% negativa e 25% regular. Essas medidas ajudam a contextualizar a competição, mas não equivalem à intenção de voto nem sustentam sozinhas uma relação causal direta com ela.

Consolidação da escolha

Voto definitivo em Lula e em Flávio por instituto
Tabela Consolidação da escolha — voto definitivo declarado por instituto.

Os três levantamentos indicam consolidação elevada dos dois principais eleitorados. As diferenças entre institutos decorrem do questionário e do universo considerado, na BTG/Nexus, por exemplo, a pergunta é aplicada apenas a quem já escolheu uma candidatura no primeiro turno.

Matriz de consolidação eleitoral com seis indicadores
Tabela Matriz de consolidação eleitoral — o que cada indicador revela e seu limite de interpretação.

A ISKRA vai avaliar a consolidação de cada campo pela combinação desses seis indicadores sempre que estiverem disponíveis, com a intenção estimulada funcionando como medida central e os demais como sinais complementares sobre a profundidade e a resistência de cada escolha.

Quatro componentes do voto disponível

Definição dos quatro componentes do voto disponível
Tabela Os quatro componentes do voto disponível.

Esses quatro grupos se sobrepõem e não podem ser somados diretamente. Um eleitor de candidatura menor pode admitir mudança, um indeciso pode pertencer a um dos dois campos políticos, um eleitor de Lula pode não se considerar lulista. Sem uma base individual integrada, qualquer percentual único de voto flutuante produziria dupla contagem, por isso a ISKRA evita publicar esse número como se fosse uma medida simples.

Onde o voto ainda se move

O voto disponível tende a se concentrar onde a intenção estimulada é menos consolidada, a rejeição aos dois nomes é elevada e as candidaturas menores ainda preservam espaço, o mesmo campo de disputa real já nomeado no resumo executivo e no mapa da Seção 3. Aqui o ponto novo é outro: esses quatro componentes do voto disponível não se somam entre si, e tratar esse eleitorado como um único perfil social é o erro mais comum de quem lê essa camada da pesquisa.

Glossário rápido desta edição

Glossário rápido com os termos técnicos da edição
Tabela Glossário rápido desta edição — referência para quem lê fora de ordem.

Seção 5 · Conversão em votos válidos

Comparativo de votos válidos

Os percentuais divulgados pelos institutos são calculados sobre o conjunto total de respostas, incluindo brancos, nulos, quem afirma que não vai votar e quem ainda não sabe em quem votar. Para aproximar os números da forma como a Justiça Eleitoral apura uma eleição, esta seção converte os percentuais totais em votos válidos, retirando essas categorias do denominador. É cálculo aritmético direto sobre os dados publicados, sem redistribuição de indeciso.

Segundo turno

Segundo turno, total e votos válidos por instituto
Tabela Segundo turno — percentual total x votos válidos, por instituto.
Segundo turno, percentual total e percentual sobre votos válidos
Gráfico Segundo turno, percentual total e percentual sobre votos válidos, cálculo da ISKRA a partir dos dados publicados.

A conversão mantém Lula acima de 50% dos votos válidos nos quatro levantamentos, variando de 51,6% a 55,1%. A média descritiva chega a 52,9% para Lula e 47,1% para Flávio. Vale repetir, é cálculo aritmético, não projeção de resultado.

Primeiro turno

Primeiro turno, base válida e distância até 50%
Tabela Primeiro turno — votos válidos e distância até 50%, por instituto.

A conversão para votos válidos aproxima Lula do patamar necessário para vencer no primeiro turno, mas nenhum dos quatro cálculos o coloca acima de 50%. A CNT/MDA mostra a situação mais próxima, com 49,3%. A Quaest/Globo mais recente registra 46,3%. BTG/Nexus e Meio/Ideia deixam Lula entre 4,3 e 5,9 pontos abaixo do limite.

Cenários de referência

Cenários conservador, central e de aproximação
Tabela Cenários de referência para uma vitória de Lula no primeiro turno.

Os três cenários organizam a faixa observada e não atribuem probabilidade a nenhum resultado. A margem de erro publicada por cada instituto não pode ser aplicada mecanicamente sobre o voto válido recalculado, porque esse procedimento exigiria dado não arredondado e informação sobre a distribuição conjunta das respostas, que os institutos não publicam.

O que seria necessário para vencer no primeiro turno

A vitória no primeiro turno exige mais de 50% dos votos válidos. Na fotografia atual, Lula precisaria crescer entre 0,7 e 5,9 pontos válidos, dependendo do instituto. Esse avanço poderia vir da migração de voto hoje destinado a outra candidatura, da definição de indeciso em proporção favorável ao presidente, ou da combinação dos dois movimentos.

Parcela do voto em outras candidaturas necessária para Lula superar 50%
Tabela O que seria necessário para Lula superar 50% dos votos válidos, por instituto.

A tabela funciona como exercício de sensibilidade, não como previsão. Ela indica quanto do bloco hoje distribuído entre as demais candidaturas Lula precisaria absorver, mantendo constante o voto já atribuído a Flávio e aos demais concorrentes.

Leitura desta seção

A hipótese de vitória de Lula no primeiro turno encontra sustentação aritmética mais forte na CNT/MDA. Os outros três levantamentos o colocam de 3,7 a 5,9 pontos abaixo do patamar necessário. O quadro geral favorece a expectativa de segundo turno, mas mantém uma possibilidade de decisão antecipada condicionada a crescimento adicional e a maior concentração de voto útil nas últimas semanas de campanha.

Seção 6 · Radar de comunicação política

Radar de comunicação política

O noticiário consultado até 17 de agosto amplia o contexto desta edição. As reportagens funcionam como sinal de acompanhamento e ajudam a formular pergunta para as próximas pesquisas, permanecem fora das médias e dos cálculos de voto válido apresentados nas seções anteriores.

O critério de seleção deste radar é simples. Entra aqui todo fato de comunicação, e não todo fato político, capaz de alterar enquadramento, mobilizar base ou abrir espaço de conversão em algum dos segmentos mapeados na seção anterior. A leitura de cada sinal é qualitativa, e a ISKRA marca com clareza quando um achado ainda depende de confirmação em pesquisa.

Governo e oposição disputam enquadramento

Lula procura preservar uma agenda pública de presidente durante a campanha, usando entrega, compromisso de governo e comparação administrativa para sustentar a ideia de continuidade. Flávio Bolsonaro concentra a abertura na herança política do pai, no antipetismo e na segurança pública.

Para quem comunica, essa diferença de enquadramento importa mais do que parece à primeira vista. Lula está jogando o jogo de quem já governa, que é mais lento e depende de entrega concreta para gerar percepção. Flávio está jogando o jogo de quem desafia, que é mais rápido e depende de repetição de símbolo para gerar identificação. Historicamente, o enquadramento de desafio tende a ganhar velocidade nas primeiras semanas de campanha, e o de entrega tende a ganhar força mais tarde, quando o eleitorado passa a comparar propostas em vez de posturas. Isso sugere paciência tática, não mudança de estratégia, para quem comunica pelo lado do governo.

Nordeste sob novas pressões

A cobertura da Folha de S.Paulo descreve um Nordeste em que a memória de política pública e a identificação com Lula seguem relevantes, mas jovem e trabalhador informal já demonstram maior abertura a mensagem de mudança e segurança. Não é uma nova medição eleitoral, é sinal de imprensa, e deve orientar hipótese e pauta de pesquisa, não virar percentual antes da hora.

A implicação prática é direta: a vantagem regional de Lula no Nordeste merece leitura interna. Capital, área metropolitana, interior, juventude e trabalho informal podem responder de modo diferente à mesma mensagem, e uma comunicação pensada para a região como bloco único vai deixar exatamente essas rachaduras sem resposta.

A polarização também disputa credibilidade

A cobertura econômica da Folha aponta baixa precisão fiscal nos programas de Lula e de Flávio Bolsonaro. Em outra frente, a coordenação de campanha de Flávio afirmou que os detalhes de uma nova regra fiscal seriam apresentados só depois da eleição. Para a comunicação, esse movimento cria tensão entre controle de agenda e demanda por credibilidade.

Essa tensão tende a pesar mais sobre renda intermediária, ensino superior, empreendedor e trabalhador preocupado com emprego e custo de vida, exatamente o público que este relatório já identificou como o mais indeciso da corrida. Uma comunicação que ofereça clareza fiscal, mesmo que a proposta seja dura, tende a valer mais com esse público do que uma comunicação que apenas ataque a falta de clareza do adversário sem apresentar a própria conta.

Símbolo, território e ativação de base

O lançamento de Flávio em Copacabana retoma símbolo associado à trajetória eleitoral de Jair Bolsonaro e busca ativar uma identidade já conhecida. É um teste real para o conceito de consolidação bolsonarista usado nesta edição. Mobilização de base, intenção de voto e capacidade de crescer fora do núcleo fiel pertencem a dimensões diferentes, e vão exigir acompanhamento separado nas próximas semanas.

Agenda para as próximas edições

Frentes de observação, pergunta editorial e evidência necessária
Tabela Agenda para as próximas edições — frentes de observação da ISKRA.

As hipóteses acima são sustentadas por sinal presente nas pesquisas e no ambiente político desta edição. A confirmação depende de nova rodada nacional ou regional capaz de validar direção, intensidade e localização desses movimentos.

Seção 7 · Fechamento

Leitura estratégica da edição

O que já está resolvido, e onde não vale gastar energia

A liderança de Lula no primeiro turno e no segundo turno é dado consolidado, com alta convergência entre os quatro institutos. Reforçar essa liderança para um público que já decidiu o voto tem retorno decrescente. A base de Lula em baixa renda, ensino fundamental, católicos, eleitores com 60 anos ou mais e Nordeste está bem servida pela comunicação atual, ancorada em memória, trabalho e proteção social, e não precisa de reforço adicional nesta fase da campanha.

Onde a comunicação precisa de fato trabalhar

O verdadeiro campo de disputa está em outro lugar, Sudeste, ensino médio, renda entre dois e cinco salários mínimos, trabalhador formal e parte do eleitorado jovem. É nesse recorte que a distância entre Lula e Flávio encolhe ou se inverte, e é nesse recorte que a comunicação de reafirmação identitária construída em Vila Euclides tem menos força, porque fala com quem já decidiu, não com quem ainda está decidindo.

A recomendação prática é construir, em paralelo à comunicação de base, uma frente específica para esse público, com três características. Precisa falar de economia e emprego em termos concretos, porque é ali que a cobertura sobre imprecisão fiscal dos dois lados abre uma janela real para quem apresentar clareza primeiro. Precisa evitar o enquadramento de memória histórica, que funciona para quem viveu aquele momento e soa distante para quem não viveu. E precisa reconhecer a fragmentação jovem como oportunidade, não como problema, porque um eleitorado disperso entre outras candidaturas está mais aberto a ser convencido do que um eleitorado já polarizado.

Como responder à narrativa de herança de Flávio

A campanha de Flávio construiu a largada mais segura e também a mais dependente do próprio sobrenome. Toda comunicação construída sobre herança tem um ponto fraco estrutural: ela não responde bem a uma pergunta simples, o que você, especificamente, faz diferente. A recomendação para o campo progressista não é atacar a herança diretamente. Isso já é feito por todo o espectro de oposição a Bolsonaro e tem efeito decrescente. A recomendação é perguntar publicamente, com frequência e sem agressividade, qual é o projeto de Flávio para além da continuidade familiar. Essa pergunta tende a ser mais eficaz do que qualquer ataque direto, porque obriga o adversário a responder em terreno onde ele ainda não construiu repertório.

Como tratar o Nordeste sem tratá-lo como bloco único

A vantagem de Lula no Nordeste é real e está bem documentada nesta edição, mas os sinais de imprensa sobre juventude e trabalho informal pedem atenção diferenciada dentro da própria região. A recomendação é desenhar, já nas próximas semanas, uma comunicação específica para jovem nordestino e trabalhador informal da região, separada da comunicação padrão para o eleitorado nordestino consolidado. Tratar o Nordeste inteiro como território já resolvido é o tipo de erro que só aparece na pesquisa quando já é tarde para corrigir.

O que observar nas próximas duas semanas

  • Se a nova rodada da Quaest confirma o estreitamento observado entre 5 e 14 de agosto, ou se o dado volta a se afastar, o que definiria se o segundo turno está de fato mais competitivo ou se foi ruído de uma única medição.
  • Se alguma candidatura alternativa começa a perder terreno de forma consistente para Flávio, sinal de consolidação bolsonarista que mudaria a conta de um eventual primeiro turno decisivo.
  • Se o tema fiscal ganha tração na cobertura de imprensa, o que abriria espaço de comunicação para quem apresentar proposta com mais transparência primeiro.
  • Se aparecem os primeiros números estaduais do Sudeste, hoje a maior lacuna de informação regional para qualquer campanha do campo progressista.

Recomendação desta edição

Direcione o esforço de comunicação da semana para o eleitor de renda intermediária e ensino médio do Sudeste, com mensagem de economia concreta, sem repertório de memória histórica, e mantenha pronta uma resposta pública e recorrente sobre o que Flávio Bolsonaro propõe além da herança do pai.

Fechamento

Conclusões

O que está consolidado

O conjunto das pesquisas mostra um cenário nacional com liderança recorrente de Lula, consolidação de Flávio Bolsonaro como principal adversário e redução da distância quando a disputa é projetada para o segundo turno. A vantagem do presidente se apoia em segmentos numerosos e bem definidos socialmente, a candidatura de Flávio combina identidade bolsonarista forte com capacidade de absorver voto de outras candidaturas de direita.

Onde a disputa permanece aberta

A estrutura social do voto revela clivagem consistente entre as bases já favoráveis a Lula e a Flávio, detalhada no resumo executivo e no mapa da Seção 3, e essa clivagem não se altera nas conclusões. O que muda de figura para figura é a corrida abaixo dos dois líderes. O primeiro turno também depende do comportamento das candidaturas abaixo dos dois líderes. Caiado, Renan Santos e Zema concentram parte do voto de direita e do eleitorado que ainda busca alternativa à polarização. A permanência, o crescimento ou a redução desse bloco altera a base de votos válidos e pode definir se a eleição termina já no primeiro turno.

O que precisa ser confirmado

A Quaest reforça a leitura de estreitamento entre Lula e Flávio dentro da própria série. A BTG/Nexus mais recente, por outro lado, registra estabilidade frente à rodada anterior. O conjunto ainda não autoriza tratar esse estreitamento como tendência estrutural. Pesquisa estadual segue indispensável para localizar territorialmente o voto disponível e evitar que média regional esconda realidade diferente por dentro de cada estado.

Caderno técnico

Metodologia e universo

O painel utiliza uma pesquisa nacional por instituto. Os resultados são tratados como médias descritivas, sem ponderação por recência, tamanho de amostra ou desempenho histórico. A leitura conjunta organiza faixa e direção, mas preserva a diferença de coleta, questionário, amostra e período de campo entre os institutos.

Campo, entrevistas, coleta e margem de erro por instituto
Tabela Metodologia e universo — campo, entrevistas, coleta e margem de erro por instituto.

Protocolo de atualização e controle de qualidade

Etapas do protocolo de atualização e controle de qualidade
Tabela Protocolo de atualização e controle de qualidade da ISKRA.

Regra de publicação

Uma nova edição só é considerada fechada depois da leitura dos relatórios completos dos institutos. Notícia e resumo de imprensa orientam a busca, mas a base numérica publicada pela ISKRA é sempre conferida direto na tabela, no questionário e na nota metodológica de cada instituto.

Referências

Fontes e referências

Relatórios e páginas dos institutos

  • CNT/MDA, 169ª rodada, agosto de 2026.
  • BTG/Nexus, 10ª rodada, divulgada em 17 de agosto de 2026.
  • Genial/Quaest, rodada divulgada em 5 de agosto de 2026.
  • BTG/Nexus, perfis de identificação política.
  • Quaest/Globo, rodada divulgada em 14 de agosto de 2026, encomendada pelo Grupo Globo.
  • Meio/Ideia, pesquisa divulgada em 5 de agosto de 2026.

Referências metodológicas

  • Simon Jackman, Pooling the Polls Over an Election Campaign.
  • Pew Research Center, efeitos do modo de entrevista em pesquisa de opinião.

Fontes jornalísticas e contextuais

  • Folha de S.Paulo, resultados da Quaest encomendada pelo Grupo Globo, 14 de agosto.
  • UOL, resultados e recortes da Quaest encomendada pelo Grupo Globo, 14 de agosto.
  • Folha de S.Paulo, BTG/Nexus divulgada em 17 de agosto.
  • UOL, metodologia e resultados da BTG/Nexus divulgada em 17 de agosto.
  • Folha de S.Paulo, estratégias de Lula e Flávio no primeiro dia de campanha.
  • UOL, agregador de pesquisas presidenciais.
  • Folha de S.Paulo, monitoramento do ambiente digital.
  • Folha de S.Paulo, mudanças no Nordeste e competitividade da direita.
  • Folha de S.Paulo, programas econômicos de Lula e Flávio Bolsonaro.
  • Folha de S.Paulo, lançamento da campanha de Flávio Bolsonaro em Copacabana.
  • Folha de S.Paulo, estratégia de comunicação sobre a nova regra fiscal.
  • Folha de S.Paulo, abertura da campanha de Lula na Vila Euclides.
  • Folha de S.Paulo, abertura da campanha de Ronaldo Caiado em Goiás.
  • Poder360, primeiro ato de Renan Santos no Largo São Francisco.
  • Folha de S.Paulo, abertura da campanha de Romeu Zema em Montes Claros.

Base numérica e contexto editorial atualizados em 17 de agosto de 2026. Os resultados representam a fotografia dos períodos de campo informados por cada instituto. Médias e votos válidos são cálculos descritivos da ISKRA a partir dos percentuais publicados.

Expediente editorial

Publicação: A ISKRA, newsletter de comunicação política. Produção e edição: Troika Marketing. Edição: Volume 1. Janela de divulgação: 1º a 17 de agosto de 2026. Corte editorial: 17 de agosto de 2026, às 18h.

Análise, sistematização, cálculo e interpretação editorial produzidos pela equipe da Troika Marketing para a ISKRA. Os resultados de pesquisa pertencem aos respectivos institutos, as médias, classificações e leituras estratégicas são elaboração própria desta edição.

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